Caindo lentamente, entre ruínas de um mundo que jamais foi meu. Eu escrevo sem ver, escrevo sem ler. Simplesmente pondo letras que formam palavras vazias em uma simples folha de papel. Mas no fundo elas tem um doce significado, elas refletem cada parte de meu corpo, cada pedaço de meu coração. Um coração partido por facas invisíveis, partido por palavras vazias. E como eu desejei sobreviver, não ter que cair e nem sequer ter que levantar. Eu desejei gritar, mas apenas gritei dentro de mim e o grito foi tão alto que rompeu minha veias contando a circulação do sangue. Ah! Como é bom o adeus, triste, porém bom. Ah! Minha alma vaga lentamente para fora de mim, me deixando livre, como palavras vazias. Eu escrevo sem ver, mas olho para dentro toda vez que vou escrever.
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